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Após óbito por dengue, prefeito assina decreto de emergência para novas ações em Cachoeira do Sul

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    Da Redação
  • há 6 horas
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A confirmação do primeiro óbito por dengue de 2025 em Cachoeira do Sul, divulgada na manhã desta sexta-feira (04/04) pela Vigilância Epidemiológica, desencadeou várias ações de controle e prevenção à doença por parte da Administração Municipal. Esta é oficialmente a segunda morte a partir do contágio do mosquito Aedes aegypti este ano no Estado.


Ao longo da manhã, a Secretaria Municipal da Saúde esteve em reunião on-line com técnicos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS RS), que anunciou na noite desta quinta-feira a primeira morte por febre chikungunya da história do Rio Grande do Sul, em Carazinho. Segundo a secretária municipal da saúde, Camila Nunes Barreto, a situação é de emergência na cidade (são 101 casos confirmados de dengue) e a pasta trabalha na produção de dados que venham a embasar um decreto de emergência por arboviroses em Cachoeira do Sul.

Logo no início da tarde, técnicos da SMS das áreas de atenção básica e vigilâncias em saúde estiveram reunidos com as chefias do Hospital de Caridade e Beneficência e Unidade de Pronto Atendimento, a fim de alinhar protocolos de atendimentos e revisar o manejo clínico para diagnóstico e tratamentos da dengue, preconizados pelos governos estadual e federal. A intenção do encontro foi atualizar as equipes e subsidiá-las para o possível aumento da demanda, sobretudo no final de semana, quando o terceiro turno dos postos de saúde não estará operando.


Também nesta sexta-feira, o prefeito Leandro Balardin acionou o Centro de Operações de Emergência (COE), que reúne demais pastas do governo municipal, entidades e instituições que compõem o Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, para reunião no final da tarde. O objetivo das autoridades é realinhar as ações tendo em vista a evolução do cenário epidemiológico. “A dengue evolui rápido e precisamos alertar a população a buscar ajuda já nos primeiros sintomas. Imediatamente, a pessoa com sinais deve intensificar a hidratação, evitar automedicação, usar repelente e procurar um serviço de saúde com brevidade”, alerta a secretária municipal da saúde, Camila Nunes Barreto.


OS SINAIS DA DENGUE

Febre alta (39°C a 40°C) com duração de dois a sete dias, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas articulações, mal-estar geral, náusea, vômito, diarreia, manchas vermelhas na pele com ou sem coceira. Os sinais podem agravar, ocasionando o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar a pessoa ao choque grave e morte. Todos os indivíduos estão expostos à dengue, mas alguns fatores de risco individuais, como idade, etnicidade e comorbidades podem determinar a gravidade da doença.


Também, se a pessoa já teve dengue, ao ter a doença novamente, as chances de gravidade aumentam. As defesas do organismo (anticorpos) da pessoa reagem ao sorotipo do vírus da dengue com o qual foram infectados e não protegem para os demais, ou seja, a imunidade é permanente somente para um mesmo sorotipo viral. O serviço médico fornecerá as orientações necessárias para cada caso.


Algumas informações gerais são importantes: repousar; passar repelente corporal (pois assim evita que o mosquito se infecte); utilizar roupas que cubram braços, pernas e pés (diminuindo as áreas disponíveis para o mosquito se alimentar); utilizar mosquiteiro, principalmente em pessoas acamadas. 


Imagens: Viviane Souza.


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